Controle de Processos

Insira seu usuário e senha para acesso ao software jurídico

Bolsa de Valores

Bovespa 0,92% . . . . .
Dow Jone ... % . . . . .
NASDAQ 0,02% . . . . .

Cotação Monetária

Moeda Compra Venda
DOLAR 4,85 4,85
EURO 5,32 5,32

Notícias

Newsletter

Previsão do tempo

Segunda-feira - Maringá, P...

Máx
31ºC
Min
23ºC
Chuva

Terça-feira - Maringá, PR

Máx
32ºC
Min
24ºC
Parcialmente Nublado

Publicações


Não pague juros abusivos - 23/12/2015

É bem comum andar por aí e se deparar com "anúncios" que vendem a ideia de que se pode deixar de pagar juros abusivos. Alguns arriscam afirmar uma redução no valor das parcelas de financiamentos de até 50% ou mais. E a ousadia não terminou, agora as mensagens ainda incluem que esses financiamentos serão reduzidos sem ações na justiça, tudo negociado administrativamente!
Então, imagino meus amigos advogados se contorcendo para entender como isso é possível e você também, meu cliente, meu vizinho, meu parente, imaginando que existe algum cambalacho, capaz de retirá-lo da dívida.
O que existe mesmo é um golpe. Feio e sujo, na maioria dos casos. Que lança na lama o nome de muitos consumidores, desesperados e desorientados.
Essa semana, e eu ainda estou tentando entender como são capazes de ato tão vil, recebi de uma cliente, um contrato de prestação de serviços de uma consultoria que faz esse tipo de anúncios pelas ruas e jornais de Brasília e que promete reduzir as dívidas via negociação administrativa.
Em termos resumidos, o contrato exigia um determinado valor do cliente para que uma intermediação fosse realizada ante o agente financiador para que as dívidas fossem renegociadas em condições melhores. No entanto, não era só isso. O contrato também trata de demonstrar qual é o valor realmente devido pelo financiamento e sugere que a cliente deposite os valores apresentados na conta dos consultores, mês a mês, para que, quando terminasse a negociação, os valores fossem revertidos ao credor. Seria então uma espécie de poupança para o pagamento futuro da dívida.
No entanto, decorridos mais de um ano do pagamento do valor cobrado pela consultoria e de depósitos mensais no valor da parcela – que deixou de ser paga ao verdadeiro credor pela referida cliente, resultando em uma ação de busca e apreensão do bem promovida pelo credor, a minha cliente caiu em si, de que havia sofrido um golpe.
O contrato traz também cláusulas que irresponsabilizam essa consultoria por quaisquer ações judiciais de constrição de bens por falta de pagamento e deixa claro que o aderente poderá contratar advogado particular para tratar de eventuais ações judiciais, ou seja, é óbvio que essas ações surgirão, certo?
Enfim, percebendo o golpe sofrido, a minha cliente tem dois problemas graves: quitar os débitos com o credor do financiamento e reaver a quantia depositada, por livre e espontânea vontade – na conta dos consultores. E você saberia dizer onde estão esses consultores agora? Não? Nem a minha cliente!
Bem, me desculpem o tom irônico, no entanto, é preciso dizer que essa consultoria não é administrada por advogados, que acabam levando a fama por golpes desse tipo.
Também é preciso dizer, que quando está precisando resolver um problema muito aflitivo, qualquer pessoa fica vulnerável a situações desse tipo, portanto, não é motivo de vergonha assumir que foi enganado e buscar ajuda especializada.
Além do mais, é possível sim resolver problemas de endividamento via renegociação de dívidas, de forma administrativa, embora eu não indique intermediários para essa tarefa. Acredito que o próprio devedor é capaz de obter os mesmos ou melhores resultados que um intermediário conseguiria, se tiver um pouco de persistência, pois está em busca de soluções para si.
Não desejo desmerecer o trabalho de ninguém, obviamente, mas hoje, as instituições já tem limites de negociação pré-definidos e não há muito discurso capaz de modificar essas possibilidades administrativamente, ainda que advindos de uma consultoria especializada.
Judicialmente é onde ocorre a maior possibilidade de revisão de cláusulas abusivas e verificação do preço, juros, taxas, cobranças indevidas, etc. No entanto, esta é uma tarefa árdua, que exige muita dedicação de um advogado especialista no assunto, pois há vários meandros e obstáculos, à primeira vista intransponíveis.
Se você tem dívidas, o primeiro caminho é mental: seja pelo motivo que for, pare de se endividar ainda mais. Corte gastos, deixe de usar cartões e limites de cheque especial e utilize o dinheiro de que dispõe de forma organizada.
É fácil falar e difícil de fazer, eu sei. Mas é o caminho mais seguro. Se ainda assim, você percebeu que é impossível pagar as contas com o valor que você ganha, se está difícil manter os gastos básicos com alimentação, transporte, estudos, lazer, ou outros gastos que considere essenciais, então você já sabe porque sentiu na pelé, que sozinho é muito complicado lidar com o endividamento excessivo e é chegada a hora de buscar ajuda.
Há dados que demonstram que (60% sessenta por cento) da população brasileira está endividada e isso sugere que temos que falar desse assunto e muito! Muitos abusos se perpetuam por simples ingerência do consumidor, que, envergonhado, deixa de denunciar abusos contra si cometidos.
Nessa hora um advogado especialista poderá analisar contratos, confissões de dívida, títulos de crédito e outros documentos em geral, para dizer que caminhos podem ser tomados, sempre cuidando para não acreditar em milagres de falsos santos e no desaparecimento instantâneo das dívidas. Essa situação pode ter solução sim, com a ajuda de um advogado especializado e de confiança e, primordialmente, a partir da decisão que o consumidor toma de parar de se auto sabotar financeiramente.
Fonte: jusbrasil
Autor: jusbrasil
Visitas no site:  72736
© 2026 Todos os direitos reservados - Certificado e desenvolvido pelo PROMAD - Programa Nacional de Modernização da Advocacia
Pressione as teclas CTRL + D para adicionar aos favoritos.